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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Paper4Web:
Surge uma nova rede social
A Internet muda a cada instante e o internauta não se cansa em descobrir novas e novas situações.

Agora vemos que o “boom” das redes sociais está longe de acabar e, aquele projeto inicialmente idealizado para atender o meio acadêmico, o Paper4Web, com a mesma velocidade das transformações ocasionadas pela grande rede, acaba de completar um ano de existência, se consolidando como a primeira rede social de documentos eletrônicos do País.

Apresentando um conteúdo qualificado, composto por jornais, revistas, livros e papers de diversos segmentos, o Paper4Web se consolida com a principal rede de relacionamentos dos Publisher’s, na Internet.

Devido a facilidade de publicação e compartilhamento online, jornais e revistas de todo o território nacional aderiram rapidamente a proposta do Paper4Web como forma não somente de divulgação de sua imagem junto aos internautas, como uma forma de distribuir rapidamente a publicação na Internet, passando a fazer parte deste novo conceito de rede social.

Segundo informações do diretor da Virtual Paper, detentora do site Tiago Moisés Stello, o conteúdo do site Paper4Web hoje é composto por mais de 76 mil páginas de documentos, que geram conhecimento e negócios na rede dos internautas.

“Para se ter uma idéia da velocidade com que isso acontece, são mais de 5 milhões de visualizações em apenas um ano. Esse dado quantitativo é extraído através de uma ferramenta de BI (Business Inteligence) que monitora em tempo real as estatísticas de acesso geradas pelo próprio sistema”, disse Tiago.

Para fazer parte dessa rede, o usuário acessa o endereço http://www.paper4web.com , realiza um cadastro e envia o documento, que pode se de qualquer tipo, desde uma folha de papel com um simples desenho ou sinal, até um livro. Em instantes a publicação está disponível no formato VirtualPaper, que permite folhear o documento na tela do computador, com sofisticados recursos de navegação e pesquisa.

O Jornal Correio de Notícias desde o início acreditou no sucesso e nas facilidades oferecidas pela equipe do Paper4Web, iniciando, assim, a postagem e publicação de suas edições no mundo virtual da Internet.

Agora diariamente o leitor do jornal tem acesso a edição digital do Jornal na Internet, graças aos mecanismos oferecidos por essa nova Publishers Social Media.

Para diretora do Jornal Correio de Notícias, Margareth de Lena Costa, foi um ano de trabalho, lutas e vitórias compartilhadas com a equipe do Paper4web.

”Nós do Jornal Correio de Notícias nos sentimos seguros e gratificados por sabermos que o pessoal do Paper4Web está trabalhando cada vez mais para que a nossa imagem junto ao internauta fique ainda melhor”, afirmou Margareth “Desde que fizemos a nossa primeira postagem, o pessoal da Paper4Web, através de um trabalho sério e de primeira qualidade, tem nos oferecido o melhor suporte técnico, procurando, sempre, solucionar os problemas que aparecem e, o mais importante, sugerir melhorias e aprimoramentos, que fazem com que nossas edições continuem visíveis e destacadas para o nosso público na Internet”, concluiu.

sábado, 6 de novembro de 2010

Anedota tropical

No anedotário mundial figuramos como um caso tragicômico que, além de risadas, provoca curiosidades.
Não é à toa que nossos policy makers, economistas e empresários estão entre os mais criativos do mundo, haja vista os desafios constantes impostos pelo ambiente volátil e encalacrado em que vivem.
A piada começa por uma aberração, qual a anedota búlgara mesmo. Estamos, ou estaremos, logo ali na frente, entre as dez economias mais importantes do mundo. Mas, isto se dará pela contabilização de apenas uma variável, o PIB. É claro que o PIB diz muito, pois sua prerrogativa é tratar do volume.
Numa analogia grosseira, que homenageia o Nordeste brasileiro, comparo o PIB a uma plantação de cocos a fim de ilustrar o raciocínio estatístico: Posso ter no meu quintal trezentos coqueiros que me permitem colher milhares de cocos no ano.
Olhando em volta, sou o principal produtor de coco da redondeza. Só que os cocos do meu quintal são ocos, sem água e sem recheio. Meus cocos servem ao artesanato e à construção civil arcaica e rudimentar, porém não alimentam.
Algo parecido acontece quando, no lugar de ficarmos impressionados com a magnitude do PIB – a quantidade de cocos produzidos - partimos para uma abordagem qualitativa das variáveis, ou seja, a qualidade dos cocos e seu valor nutricional.
Estas informações que elucidam a qualidade de uma nação não estão contempladas na verificação do PIB, mas em relatórios que visam apurar seu desenvolvimento socioeconômico e suas condições estruturais.
Informações desta natureza são encontradas no PNUD, no Doing Business do Banco Mundial, nas Olimpíadas internacionais de matemática e ciências, na renda nacional, na educação – ou falta dela; na “in”segurança pública, na pauta de exportação e importação, na ausência de instituições de referência internacional, nos índices de corrupção, no acesso a informação, no apagão digital, na falta de saneamento básico para quase a metade das habitações em nosso país, entre outras vergonhas que traduzem os lares brasileiros da porta para dentro.
Ao enveredarmos por esta análise, reforçamos a constatação já corriqueira de que o Brasil vai bem, enquanto o povo vai muito mal.
Um PIB nas alturas diz bastante coisa, mas não é a solução. Assim como uma economia em crescimento e um presidente popular não podem ser legitimados a custas de instituições, leis e princípios democráticos.
É preciso separar as coisas. Não se pode deixar confundir com o malabarismo de números estonteantes. Não citei o Nordeste ao acaso. Estive lá em julho.
No Ceará o circuito das praias é pujante. Ao retornarmos relatamos aos amigos a beleza incomparável ao mesmo tempo em que nos lembramos do povo que trabalha, mas não tem emprego, da pobreza e falta de educação que reinam numa rua paralela a avenida beira mar, da desinformação e despreparo dos agentes de turismo.
No Maranhão não foi diferente. Só falta instituir o toque de recolher no centro histórico a partir das 18:00 horas. Os prédios estão abandonados, o patrimônio público está jogado às traças. No interior do estado estive com um amigo dentista que trabalha no Programa Saúde da Família.
Lá as meninas engravidam anualmente em busca dos R$ 90,00 do Bolsa Família. Enquanto isto, três flanelinhas cuidam de cada vaga de carro num estacionamento no centro da capital.
O Brasil, por estas e outras, lembra o “novo rico”. Aquele que ganhou dinheiro e se enriqueceu, mas não sabe educar o filho, nunca leu um livro sequer, vive a esbanjar e ostentar o que tem, sem ao menos ser alguém.
Anda por aí comendo de boca aberta e falando de boca cheia. Vive a tilintar desenfreadamente e inconseqüentemente um ruído que se propaga na pretensão de produzir um som inteligível. Suas odes cultuam heróis de barro.
Seu deus é Baal. Com sua moeda pensa poder comprar tudo e a todos. Aqui, a vida não tem valor, a compaixão não existe, o tráfico de influência está institucionalizado e o respeito e a gentileza estão fora de moda.
Mas, se você, por acaso, num gesto sem querer, pisar numa libélula em extinção durante uma despretensiosa caminhada, corre o risco de mofar na cadeia por culpa de um crime inafiançável.
Viva Odorico!!!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

CONVERSA FIADA 6!



Cumpri mais uma vez o meu ritual de todas as quintas feiras e ouvi a entrevista do Prefeito Neto com o apresentador Dario de Paula, realizada hoje, Dia do Servidor Público Municipal. Falaram sobre alguns tópicos e de relance, falaram na data, que deveria ser importante, não apenas para os Servidores, mas para a Administração Pública Municipal também, mas o Prefeito, como já era esperado, não pronunciou uma palavra sequer sobre a data. Passou batido.

O primeiro assunto da entrevista foi a conclusão da Rodovia do Contorno. O cronograma estourou e não se sabe quando será inaugurada. Já se gastou um caminhão de dinheiro, horas de reunião, acordos de todo tipo, mudanças no projeto inicial e nada da obra ficar pronta para desafogar o trânsito pesado no centro da cidade. Segundo o Prefeito, “a obra está adiantada”, mesmo estando atrasada há mais de 15 anos! Juntou-se a incompetência do Governo Municipal, com a incompetência do Governo do Estado e a burocracia do DNIT e só poderia dar no que deu. É obra para muito tempo ainda.

O segundo item da entrevista foi a questão da iluminação pública. Muitos sinais quebrados na cidade e problemas de iluminação na BR-393, que está sob a responsabilidade da empresa Aciona. A responsabilidade pela manutenção é da empresa que também tem que pagar o consumo de energia, segundo um Convênio assinado com a Prefeitura. A empresa não faz a manutenção e não paga o consumo de energia. O que fez o Prefeito? Assumiu a manutenção e liberou a empresa do pagamento do consumo. Ele deveria exigir da empresa o cumprimento do contrato, mas preferiu pagar tudo com o nosso dinheiro. Realmente não há qualidade no gasto público.

Voltou mais uma vez o assunto da LOCANTY. Problemas e mais problemas. Segundo o Prefeito, prometeram resolver todos os problemas o mais rápido possível e vão contratar mais 25 pessoas para melhorar a qualidade do trabalho. Nada se falou sobre os problemas trabalhistas e a dívida da empresa com os trabalhadores. O Dario destacou e o Prefeito esticou o assunto sobre a nova empresa atacadista que está chegando na cidade – Spania – que, segundo eles, vai criar 200 novos empregos. Só se esqueceram de falar quantos empregados a Rosado demitiu para a chegada da nova empresa, que vai usar as mesmas instalações.

O Prefeito encheu a boca para falar que está cumprindo o que prometeu em relação à geração de emprego, em relação à Saúde e que a Cultura está a todo vapor. Não sei em que ele se baseia para falar isso. Quantos empregos já foram gerados até agora? Nem ele sabe. Em que a Saúde melhorou? A população ainda não percebeu. A Cultura está realmente a todo vapor, principalmente para a JM Guerra e todas as empresas que “vendem” shows culturais. Isto é muito pouco ou quase nada para uma cidade como Volta Redonda. A população disse claramente, no dia 03 de outubro, que não concorda com a avaliação dele.

O entrevistador abordou a questão dos processos que a ASVRE está movendo contra o Governo Municipal por não cumprir o Plano de Cargos, Carreiras e Salários, uma lei municipal aprovada em 1995, no Governo Baltazar. Perguntou em que pé andava a questão. O Prefeito disse, cinicamente, que o Governo é obrigado a recorrer até o final e que ainda havia recursos em julgamento. Mentira! O Governo levou os processos até o STF, sem nenhuma necessidade, apenas para ganhar tempo e tentar empurrar a conta para o próximo Prefeito. Os processos já estão encerrados do ponto de vista jurídico, mas o Governo, com o seu sadismo patológico em relação ao funcionalismo usa de todas as medidas protelatórias para não pagar o que é direito da categoria. Disse que iria conversar com os Vereadores sobre o assunto no dia 09 de novembro. Não precisa mais. A Justiça já fez o que tinha que fazer e determinou o pagamento.

Aí começa a “encher linguiça”. Falou do Vôlei, mas nunca revelou quanto a Prefeitura investe no time da cidade; falou do Balé Bolshoi, que vai receber uma menina da cidade, também com o apoio do Governo; falou dos shows das 3as. feiras, no 09 de Abril, que custa mais de 500 mil reais por mês para todos nós contribuintes; elogiou o irmão, que é Secretário Municipal. É uma forma de fazer o tempo passar e para que a entrevista não fique tão curta, porque não há muito o que dizer sobre o Governo.

O Dario de Paula perguntou sobre o ECAD e os direitos autorais que estão sendo cobrados na justiça. O Prefeito informou que estão conversando e que o Governo tem uma opinião diferente sobre o assunto. Todos nós sabemos que o Governo é um pagador. Adora termos aditivos, pagar gratificação, contratar por RPA, distribuir telefone celular, mas não gosta de pagar as contas, principalmente quando não dá retorno político. E assim terminou mais uma entrevista. Voltaremos na próxima semana com mais conversa fiada.

domingo, 31 de outubro de 2010


“Se você tem asco da corrupção, não pode ser um asno na votação”.

Senador Romeu Tuma

 
SERRA OU DILMA?

 
Se confirmar a pesquisa eleitoral no próximo domingo o Lula será eleito pela terceira vez.

 
Será?

 
Esta é a grande dúvida que o eleitor terá e os analistas políticos, cientistas políticos, jornalistas vão se deliciar. Prato cheio!

 
Na hipótese de Serra não conseguir a maioria de votos encerra-se o ciclo do político técnico, competente, duro e sem carisma. Um técnico que conhece profundamente orçamento público, planejamento estratégico. Domina com perfeição o bisturi financeiro. Na prefeitura de São Paulo renegociou os contratos da Marta e obteve uma vantagem de 17%. Um político que governa com a oposição, realizador, e que tem o dom de não aparecer.

 
Detesta refletores, talvez aí a dificuldade na campanha de aparecer melhor ao eleitor e não transmitir uma idéia de realizador.

 
Um político de opinião com a capacidade de “falar grosso” com grandes laboratórios internacionais e defender um plano mundial de combate a AIDS.

 
Peço licença ao leitor para fazer um parêntesis. O compositor e musico Chico Buarque, no comício de apoio dos artistas à candidatura Dilma, afirmou que ela é de ”falar fino com a Bolívia e grosso com os Estados Unidos”. Impossível a um homem culto não reconhecer que o Brasil falou fino com a Bolívia, ou seja, entregou uma refinaria projetada e construída por uma empresa, uma sociedade anônima, a Bolívia. Num país sério seria a diretoria da Petrobras e o presidente da República, denunciados por improbidade administrativa, salvo, se o país solicitasse a uma Corte Internacional para arbitrar o conflito. Nada foi feito. Como falar grosso com os Estados Unidos se a balança comercial brasileira é negativa em relação os Estados Unidos, ou seja, o Brasil está trocando empregos no Brasil por empregos nos Estados Unidos através de produtos importados. O produto americano é mais barato que o produto brasileiro. O Brasil está falando “fininho” com os Estados Unidos e engolindo a recuperação da economia americana à custa dos países emergentes. Fim do parêntesis.

 
Serra é um governante que tem a capacidade de montar uma equipe econômica coesa e competente e a capacidade de decidir sobre qualquer assunto do país. A sua passagem pelo Ministério da Saúde, um administrador e não médico, que acordava amigos médicos, altas horas da madrugada, para solicitar informações técnicas sobre problemas de saúde e como ataca-los com eficiência. Daí os mutirões da saúde.

 
Serra tem visão de planejamento estratégico, emérito criador de cenários políticos e de macroeconomia.

 
Certa feita, perguntaram ao Amador Aguiar porque ele não aproveitava o ex-ministro da Fazenda, Delfim Neto, como um alto funcionário de seu banco. E ele dizia, prefiro o Simonsen ao Delfim. Para os íntimos dizia que o Delfim quebraria o Banco. Delfim é administrador público, o Simonsen é homem de mercado. Dito e feito. Simonsen montou um banco e nas horas vagas cantava ópera e o Delfim virou palestrante, conferencista, produtor de sátiras, sempre falando sobre macroeconomia.

 
O perfil de Serra é o mesmo de Delfim e com uma característica: é firme e duro nas decisões e cobra dos membros de seu partido detalhes nos projetos de solicitação de recurso financeiro ao governo. Se não provar a eficiência do projeto o dinheiro não saía. Por isso muitos políticos tucanos não veem o Serra com bons olhos.

 
Caso Serra vença as eleições o Congresso Nacional, via PMDB, daria facilmente o apoio ao governo. O PMDB é um partido movido à grana, mas, com certeza o Ministro de Minas e Energia não seria o braço do Sarney, o Lobão. Nome apropriado, pois adora tomar conta das uvas do governo. O presidente do Banco Central não seria o presidente do Brasil.

 
Cá entre nós a herança bendita de FHC foi garantida por Henrique Meirelles, saído das hostes tucanas de Goiás.

 
As decisões econômicas seriam tomadas num regime de colegiado entre o ministério da Fazenda, ministério do Planejamento e o presidente da República.

 
Num governo Serra jamais veríamos e ouviríamos um ministro da Fazenda criticar uma decisão do Banco Central sobre a taxa Selic publicamente.

 
Lembrar que o então presidente Fernando Henrique, na eleição de sua sucessão, chamou todos os candidatos à presidência para relatar a situação do país, assuntos pendentes e de decisões de curto prazo.

 
Estes gestos políticos refinados não serão mais vistos na política brasileira. Tudo está bem. E não está! Vencendo Serra ou Dilma, segunda feira, dia 1º de novembro o presidente eleito deveria tomar uma medida urgente sobre o tripé do Plano Real: meta de inflação, taxa de juro e câmbio.

 
Com referência a eleição de Dilma o perfil de seu governo dependerá da vontade de Lula, da ala de José Dirceu e Dilma, da corrente do Palocci e da pressão do PMDB. Será um governo de coalizão difusa.

 
O grande risco de Dilma é não saber administrar a “herança maldita” que o Lula vai deixar. Faz parte do plano? Só o futuro dirá.

 
O feitiço contra o feiticeiro!

 

  • Nota - A partir do dia 13 de outubro último tenho o título de jornalista com o Registro Profissional nº. 59376/SP, conforme decisão do STF-RE 511.961. Espero e peço a Deus que possa exercer esta nova profissão sobre a égide da democracia e da liberdade de imprensa.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Leia e edição digital
do
Jornal Correio de Notícias

"O jornal que não tem medo da verdade!"



Leia em http://migre.me/1sdAL

sexta-feira, 6 de agosto de 2010



RESPEITO É BOM 
E TODO MUNDO GOSTA 2!

Uma das marcas mais fortes do atual Governo, em Volta Redonda, é a falta de respeito. Não respeita nada nem ninguém. Não respeita a Constituição e as leis infraconstitucionais, principalmente as leis municipais. Exatamente por isso, congelou o salário dos funcionários públicos municipais por 12 anos, apesar do inciso X, do artigo 37 da Constituição da República determinar o reajuste anual e geral e engavetou o Plano de Cargos, Carreiras e Salários do Funcionalismo Público e do Magistério, apesar de estarem materializados em duas leis municipais, além de outras arbitrariedades.
O Governo não respeita também as Associações de Moradores ou cooptando-as para fazer o jogo do Governo ou afrontando aquelas que não se ajoelham diante do Prefeito, como é o caso da Associação de Moradores e Amigos da Vila Santa Cecília – AMAVILA – que sabe o que quer e o que não quer, optando por defender os interesses dos seus moradores e não os interesses do Governo. É o preço que paga a Associação por ter derrotado, nas urnas, o candidato do Prefeito e do Vereador Carlos Roberto Paiva.
Mas a Vila paga caro pela sua ousadia de dizer “não” ao Prefeito. Mesmo tendo a Ilha São João para fazer todas as comemorações e festas, algumas de caráter nitidamente político, o Prefeito Municipal e uma meia dúzia de incompetentes que o cercam, optam por ocupar as ruas e praças do bairro, fecham as ruas que querem, provocando sujeira, barulho, violência e perturbando o sossego dos seus moradores. O Governo não conversa com ninguém, impõe. Quer aparecer e não há melhor lugar para isso do que o bairro que é a grande vitrine da cidade. Então, dane-se o resto, principalmente em ano eleitoral.
Como não existe nenhum tipo de planejamento na Administração Municipal, esses eventos ocorrem de qualquer maneira, sem reforço de policiamento, com bebida em excesso, cenas as mais reprováveis nos cantos das ruas e nos becos, cheiro fortíssimo de urina por toda a Praça Brasil, brigas, enfim tudo que pouca gente gosta e que jamais poderia ocorrer na Vila Santa Cecília, que é um bairro eminentemente residencial. É uma total falta de respeito para com todas as pessoas que moram no bairro e que não merecem ser tratados dessa forma pelo Governo Municipal, até porque pagam um dos tributos mais altos para a municipalidade.
Como o Governo não tem a tradição de respeitar o direito de ninguém, também não se impressiona com a opinião de ninguém e não está interessado no que a população está falando sobre esse eterno monólogo do Prefeito que só fala com ele mesmo. Separei duas reclamações que demonstram muito bem que o Governo é autoritário e que não sabe conviver democraticamente:
“Novamente estou aqui. Gostaria de "agradecer" a bela noite de rock que os integrantes da Trilha da Meia Noite proporcionaram aos moradores da Vila Santa Cecília até meia noite de sábado, dia 24 de julho, e em seguida da premiação aos vencedores do torneio. Como sabiam que não queríamos sair da cama para acompanhar tão importante feito , tiveram a gentileza de usar um potente microfone para que escutássemos do próprio quarto, não importasse a distância que estivéssemos da Praça Brasil. Como tenho certeza que todos são pessoas sérias , cientes de seus deveres cívicos e do respeito ao próximo , também usaram as buzinas de suas "máquinas" até mais de uma hora da manhã. Claro que tudo isso com o empenho de que não desperdiçássemos mais uma agradável noite dormindo. Estou esperando , ansiosamente , a festa julhina que a Prefeitura promoverá , também na Praça Brasil para termos mais uma noite de barulho e pouco sono. Que bom que pago todos meus impostos para ter direito ao desrespeito total ao meu descanso”.
Sobre a Festa Julhina acima referida, já agora em plena efervescência na Praça Brasil:
“O que me pergunto é por que a necessidade do evento na Vila Santa Cecília. Um bairro que talvez a Prefeitura nem se lembre mais que é um bairro residencial. Foi passado para os meios de comunicação que haverá policiamento. Mais uma vez a Prefeitura deixou os moradores e comerciantes do bairro sem segurança. As consequências desses eventos se estendem por todo o bairro e eu não encontrei em suas ruas e praças sequer uma patrulha da policia. A cidade de Volta Redonda possui lugares apropriados para tais eventos , em que é possível a vigilância integral de todo o local, fato esse ignorado sempre pela Prefeitura. Eventos como este trazem grande parte de toda a população da cidade para o bairro e não há nenhum aviso antecipado e muito menos reforço de segurança. O fato é que há locais apropriados para se fazer tais eventos, mas a Prefeitura não os utiliza, preferindo trazê-los para o centro da cidade”.
Já está na hora de dar um basta a esse show de incompetência e falta de respeito do Governo Municipal! 
Leia a Edição Digital do
Jornal CORREIO DE NOTÍCIAS
Sexta-feira - 6/agosto/2010


quarta-feira, 7 de julho de 2010

CESAR MAIA

ESPERANÇA X MEDO - ALTERNÂNCIA E DEMOCRACIA

Em campanhas eleitorais é muito comum a disjuntiva esperança x medo, quando os candidatos as atribuem uns aos outros riscos quanto ao futuro, de forma a aportar insegurança nos eleitores. John del Cecato,
estrategista do Partido Democrata na eleição de Obama, estabeleceu um principio: “a esperança vende mais que o medo”.

Paradoxal é o caso brasileiro. Por anos, durante as seguidas tentativas desde 1989, Lula respondia com seu jingle a seus adversários que lançavam sobre ele uma nuvem de insegurança e medo: “Lula-lá, cresce a esperança”. Curioso paradoxo. O que parecia um preconceito em relação ao candidato operário apoiado pelas esquerdas era, na verdade, uma velha fórmula aplicada por candidatos do governo contra os da oposição.

Collor não foi exceção, apoiado que era pela direita no governo. Já na eleição de 2006, esses sinais começaram a ficar claros, no segundo turno, quando o tema privatização foi lançado pela campanha do governo para gerar insegurança em relação a Alckmin.

Na atual campanha, aquela disjuntiva volta. Quem está no governo se dirige à oposição com o velho e surrado discurso do medo. Medo de que o programa Bolsa Família seja descontinuado, de que novas privatizações poderão vir etc. A mesma lógica lançada contra Lula pelos governos é agora lançada por seu governo contra a oposição: emplacar no eleitorado a sensação de medo quanto ao futuro. Antes, e agora também, a oposição procura reagir da mesma forma, dizendo que nada disso é verdade e que tais ou quais vetores terão continuidade.

Quanto mais fortes as instituições democráticas, mais desmoralizada é essa apelação ao medo que fazem os governos reiteradamente. Esperança é a metáfora usada pelas oposições – aqui e alhures - para tratar de mudança. E o eleitor pode perceber assim. Os governos – seus candidatos - traduzem o discurso da oposição por mudança em insegurança para o eleitor. Numa situação de crise é fácil desmontar a bandeira do medo. Numa situação de normalidade não é tão fácil.


* Cesar Maia – economista, ex-prefeito do Rio de Janeiro.

terça-feira, 6 de julho de 2010

CESAR MAIA

AÇÃO POLÍTICA E PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS

César Maia, ex prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao Senado pelo DEM
Desde os anos 80 a mobilização da juventude e sua participação política vinham diminuindo. Nas campanhas eleitorais, os debates acalorados com ‘torcidas’ dos candidatos quase desapareceram. Precipitadamente, analistas falavam de um processo de alienação.
A causa de fundo não foi nenhuma razão estrutural, mas as mudanças na própria atividade política. Na medida em que os extremos políticos convergiam para o centro, as razões espontâneas de mobilização perderam impulso. Uma razão está no que se chama de “partidocracia”: os partidos se fecham e se consideram eles mesmos, como tais, detentores da representação popular. A “partidocracia” produziu claros desestímulos à participação dos jovens, que não viam os canais de participação mobilidade e ascensão partidárias. Os parlamentos foram se burocratizando como desdobramento desse processo.
Nos últimos anos ocorre uma nítida reversão desse quadro, desmentindo quem imaginava que as causas eram estruturais e permanentes. Se uma parte dos jovens busca a participação política com expectativa de ascensão partidária e acesso a mandatos, a grande maioria busca essa participação política para influenciar as decisões.
A Internet também quebrou aquela obstrução. Mesmo que a maioria dos partidos não desenvolva canais de acesso a mandatos e a espaços políticos, o fato é que, para aqueles que querem participar da política, a Internet implodiu máquinas partidárias. O uso da Internet é proporcionalmente maior entre os jovens, reforçando essa tendência.
Com a Web, os edifícios partidários podem ser alcançados em qualquer andar, sem precisar mostrar carteirinha ao porteiro nem usar os seus elevadores. A participação é livre; pode-se dizer o que se quer, multiplicar o que se pensa, formar redes numa multiplicidade de temas. E mobilizar opinião pública numa freqüência maior que os políticos com mandato. Já vivemos num ambiente muito diferente, com ampla participação dos jovens que, sendo ou não filiados a partidos, opinam, pressionam e chegam à sociedade. Com isso, a participação dos jovens voltou a dar dinamismo ao processo político.
Os partidos que entenderem isso estarão conectados ao futuro.
(*) Cesar Maia - economista, ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao Senado pelo DEM.

sexta-feira, 2 de julho de 2010


Na Esplanada


Triticultores prometem se mobilizar nesta semana, em Brasília, contra a redução do preço mínimo. Conforme o deputado Luis Carlos Heinze (PP), o ato do Conselho Monetário Nacional fere a legislação que prevê a fixação do valor 60 dias antes do início do plantio.

Por falar nisso…

A petista Dilma Rousseff volta a dar entrevistas nesta semana. Para se preparar, ela mesma telefona para os ministros. As equipes do governo preparam resumos para subsidiar a candidata.


Retrato da simbiose

A ascensão de Dilma Rousseff na pesquisa CNI-Ibope está em sintonia com o aumento no índice de aprovação do presidente Lula. A simbiose é total, como ele mesmo previu durante a convenção do PT. Ao avisar à militância que no lugar de seu nome na cédula eleitoral estaria o de Dilma, o petista deu o tom da campanha. Arriscada, a blindagem da candidata se mostra eficiente, pelo menos por enquanto. A ex-ministra saiu de cena durante a Copa e bem no período em que os tucanos começaram a se debater na busca de um vice. A constrangedora indefinição contribuiu para o crescimento do PT. Sem falar que o PSDB apostou em programas de TV que deixaram a desejar, na maior exposição de José Serra e em um discurso mais duro contra o governo. A estratégia não foi suficiente. Serra ainda não conseguiu encontrar um foco para a campanha. Não sabe se bate ou se alivia. É nesse vácuo que Dilma avança.


Alvo

Apesar do crescimento de Dilma Rousseff na pesquisa Ibope, a equipe petista ainda está preocupada com as regiões Sul e Sudeste. "O maior desafio é São Paulo. Nos Estados do Sul, estamos reagindo", avalia o deputado Henrique Fontana (PT).


Ópio

Os bons números da economia também alavancaram a reação de Dilma Rousseff.
A fórmula é antiga: nada como consumo aquecido em período eleitoral.


Gaúcho é novo ministro do STJ

O desembargador gaúcho Paulo de Tarso Vieira Sanseverino será o novo ministro do STJ. Ele recebeu a confirmação ontem e, nos próximos dias, deve acertar a agenda para sabatina no Senado. Ainda não há data para posse.

quinta-feira, 1 de julho de 2010


"Acho que o Luiz Fabiano deu uma de Pelé, com o chapéu, e uma de
Maradona ajeitando com a mão". Pelé



DO BANCO PARA O CAMPO


Está explicada a birra da Globo com o Dunga. Na véspera do jogo contra a Coréia a musa do telejornalismo da Globo foi até a concentração do Brasil para uma entrevista exclusiva arrumada pelo Ricardo Teixeira. Dunga simplesmente não autorizou e informou que quem manda na equipe é ele e se o Ricardo (o Teixeira) autorizou sem a sua permissão ele deixava o comando da seleção naquele momento. Era injusto para com os outros canais de televisão do Brasil que estão lá para transmitir a Copa.
O Dunga deu um "toco" na Vênus Platinada. Se não ganhar a Copa o Dunga recebe o respeito do povo brasileiro pela sua independência e coragem de peitar a "Hora do Brasil".
Gol de Dunga. A imprensa esportiva brasileira é muito jovem, e transmite os mesmos defeitos da falta de uma formação acadêmica adequada, é o reflexo da educação no Brasil.
Leitores de internet são incapazes de fazer uma análise história, uma interpretação evolutiva do futebol. Na Copa do Mundo de 1958, quando sagramos campeões do mundo o Vicente Feola era descrito como dorminhoco, pois com um time daquele não precisava de técnico.
A verdade é que o técnico não podia dar instruções em campo, não havia substituições, enfim, o futebol era muito mais competitivo.
Na seleção de 1970, outra grande seleção, era voz corrente que quem escolheu o time, com Rivelino na ponta, foram os jogadores. O técnico passou a fazer parte do espetáculo, do banco passou para o campo num espaço demarcado, como a marca do pênalti. Um retângulo no meio do campo e a possibilidade de dar instruções, xingar o juiz, brigar com o bandeirinha, se indispor com os representantes das federações.
O técnico virou protagonista do espetáculo, o terno bem talhado, os agasalhos vistosos, a vestimenta diferenciando e identificando a personalidade do treinador: um profissional de equipe ou um profissional diferenciado do time, uma personalidade.
Portanto, se o Brasil ganhar Copa Dunga voltará ao Brasil sem dizer uma palavra. Se o Brasil sair derrotado da Copa o Dunga não dirá uma palavra.
Este é o jeito de ser Dunga.
Talvez consiga um contrato para treinar um time africano, asiático, com o seu jeito de ser Dunga.
A marca Dunga.
A verdade que a Copa do Mundo virou um espetáculo televisivo, uma grande vitrine de produtos, marcas, futebol que é bom neca!
É fácil entender. Toda Copa do Mundo começa após o término do campeonato europeu, o mais rentável do mundo, os jogadores vão ao limite extremo do esforço.
Imaginar que o país possa ter uma seleção nacional com craques genuínos, pegar um bom time e fazer um enxerto de outros craques nas posições deficientes é uma coisa do passado.
Estes jogadores não representam marcas internacionais de produtos conhecidos no mundo. A idéia de um futebol alegre, brincalhão, só tem sentido para os europeus virem até aqui e adquirir os jogadores.
Aliais não precisam nem vir aqui, veem nos melhores lances do Fantástico que é divulgado no mundo inteiro. Desde 2002, o Brasil "vende" em média 800 jogadores por ano.
Quase 60% desse total para a Europa. A globalização do futebol faz com que 59% dos jogadores dos times ingleses sejam estrangeiros; Portugal, 54%; Alemanha 52%; Itália, 40%; Espanha, 37%.
É o grande mercado europeu de atletas e a racionalização do negócio esportivo. Como qualquer negócio, o futebol é orientado no sentido da maximização do lucro, do resultado, do campo à contabilidade dos cartolas que dirigem.
As campanhas publicitárias de recursos vultosos e de difícil comprovação do recebimento dos mesmos. Os cartolas, os eternos incompetentes, por conveniência, pois o surgimento de um craque é a salvação da lavoura do caixa dilapidado do clube pelos próprios cartolas.
É assim que funciona o futebol latino americano, principalmente no Brasil celeiro de craques do mundo. Só falta o fraque e a bengala, o "cartola" dá a figura do mágico!

NOTÍCIAS DA COPA

* A "jabulani" já era!
A bola "jabolei" não deu certo.
Agora que os jogadores pegaram a manha vão trocar a bola para a final.
* Para que serve o telão nos campos da Copa?
Para mostrar gol impedido; gol com a mão e o braço; e a bola que entra e não é gol.
Não sei por que constroem campos maravilhosos se o negócio é ver o jogo pela TV.


NOTÍCIAS DE BRASILIA
* "Habemos Vice".
O PSDB arrumou um vice para Serra.
Não entendo a razão de tanta especulação se o cargo de vice é um cargo de expectativa.
Vice não dá nome para escola, avenida, praça. É o cargo mais emblemático da Republica. Não é nem votado.
Pode até falar mal do seu próprio governo. Ninguém dá "jabulani". Vide Alencar!
* O Presidente Lula faltou à reunião do G-20. A causa: enchentes em Pernambuco e Alagoas.
"Me engana que eu gosto"!
Não foi porque não teve coragem de enfrentar os líderes democráticos do mundo depois do papo com o Amadinejad.
E a reunião também tratou do corte dos orçamentos fiscais dos paises, para enfrentar a crise européia e como recuperação das economias.
O Brasil só aumenta o déficit público.
É a Herança Maldita de Lula sendo gestada para o próximo presidente.
Essa é real!