quarta-feira, 30 de junho de 2010

Rosinha diz que estão fazendo um "linchamento político"



Em programa de rádio, Rosinha chama episódio com Garotinho de "linchamento político".
A prefeita afastada de Campos dos Goytacazes, Rosinha Matheus, assumiu nesta manhã o programa de rádio do marido, Anthony Garotinho (PR), que pode confirmar ainda nesta quarta-feira sua candidatura ao governo do Rio.
Na noite de terça-feira, o ex-governador conseguiu liminar no Tribunal Superior Eleitoral suspendendo, em caráter liminar, a sentença do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que havia decidido que Garotinho não pode se candidatar.
Durante o programa, Rosinha chamou de "linchamento moral" a ação na Justiça Eleitoral que pode culminar na inelegibilidade de Garotinho.
"O que estão tentando fazer com Garotinho é um linchamento político por conta de uma entrevista de rádio que eu dei e ele era o apresentador desta rádio, em Campos, quando eu ainda era pré-candidata a prefeita. O povo de Campos me elegeu e querem me tirar e deixar o Garotinho inelegível, por conta de uma entrevista de rádio".
Na mesma ação, o TRE decidiu que Rosinha fosse afastada da Prefeitura de Campos.
A liminar conquistada por Garotinho não beneficiou Rosinha.

Nelson Nahim, irmão de Garotinho, deve assumir Prefeitura de Campos


A saída da prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR), e de seu vice, Arthur de Souza Oliveira, poderá levar ao comando da prefeitura um dos três irmãos de Anthony Garotinho: o presidente da Câmara dos Vereadores do município, Nelson Nahim (PR), que ficará proibido de disputar vaga de deputado estadual.
É ele que terá de assumir a Prefeitura, a não ser que recuse o cargo porque pretende disputar uma vaga de deputado estadual. Se assumir, ele ficará impedido de concorrer às eleições este ano.
Ninguém suporta mais essa disputa sem fim em Campos. Quer seja Rosinha, quer seja Arnaldo Viana, quer seja qualquer outro político de carteirinha, essa cidade não muda
Nesta segunda-feira, na cidade, um pequeno grupo de simpatizantes de Rosinha fez rápida manifestação em frente à Prefeitura.
A cidade, que desde as eleições de 2004 vive um conturbado período de cassação de prefeitos, viveu novamente o clima de incerteza.
"Ninguém suporta mais essa disputa sem fim em Campos. Quer seja Rosinha, quer seja Arnaldo (Viana, o segundo colocado na eleição de 2008 e também cassado), quer seja qualquer outro político de carteirinha, essa cidade não muda.
O povo não vai suportar mais outra eleição, mas, se a Justiça assim determinar, temos que votar", disse a estudante Fátima Rodrigues diante da possibilidade da convocação de novas eleições, como determinou o TRE.
Rosinha, em um ato político na semana passada, mostrou que já esperava pela decisão de ontem:
"Nahim está pronto para assumir no meu lugar", disse a prefeita.
Nahim, irmão mais velho de Garotinho, é advogado, tem 52 anos e é vereador há três legislaturas.
Em 2008, chegou a romper com o ex-governador por não ter sido indicado para compor a chapa de Rosinha como vice na disputa pela prefeitura de Campos, mas depois fizeram as pazes.
Nahim não foi encontrado pela reportagem para se manifestar a respeito.

Passado de Índio da Costa é alvo dos governistas


Em seu blog na Internet (http://www.tijolaco.com/?p=19435), o deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) acaba de postar uma notícia que não vai agradar muito à direção do PSDB e do DEM.
Trata-se de uma acusação contra o recém-escolhido candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, o deputado federal Índio da Costa (DEM).
Brizola Neto escreve o seguinte:
"Ele foi um dos alvos da CPI na Câmara dos Vereadores que investigou superfaturamento e má-qualidade nos alimentos comprados para a merenda escolar, quasndo eu ainda era vereador. A CPI foi pedida pelo meu amigo e deputado Edson santos (PT) e relatada pela – atenção – vereadora tucana Andrea Gouvêa Vieira".
E vai além ao transcrever o que diz ser um trecho de um texto de uma página da tucana Gouvêa Vieira na internet:
"O relatório de Andrea concluiu que a licitação para a compra de gêneros alimentícios para a merenda, entre julho de 2005 e junho de 2006, realizada pela Secretaria Municipal de Administração e pela Secretaria Municipal de Educação, no valor de R$ 75.204.984,02, causaram prejuízo aos cofres públicos. 99% do fornecimento ficaram concentrados numa única empresa, a Comercial Milano, que apresentou uma engenhosa combinação de preços em suas propostas. A licitação ocorreu num único dia, mas foi dividida 10 coordenadorias de educação (CREs). O “curioso” foi que esta empresa ofertou preços diferentes para o mesmo alimento. O preço do frango da proposta da Milano, por exemplo, para Santa Cruz, era cerca de 30 % mais caro do que o preço ofertado para Campo Grande. Detalhe: em Santa Cruz a Milano não teve concorrentes e em Campo Grande sim. Como ela soube da falta de concorrentes, um mistério. E a Prefeitura aceitou isso! Pagou à mesma empresa, pela mesma mercadoria, preços muito diferentes. Essa foi a característica geral dessa licitação: uma combinação de preços que otimizaram os ganhos de uma única empresa fornecedora em prejuízo dos cofres públicos.
Na primeira parte do relatório, a CPI concluiu que o então Secretário de Administração, Índio da Costa, deveria ter cancelado a licitação porque as regras do edital levaram a um resultado que contrariou o objetivo inicial de atrair dezenas de pequenos comerciantes locais a vender para as escolas dos bairros, descentralizando o fornecimento, e pelo melhor preço. Ao contrário, a licitação acabou por provocar a maior concentração de entrega de gêneros alimentícios na história da merenda escolar.
Como evidência incontestável do prejuízo aos cofres públicos, o relatório revelou que o pregão presencial adotado depois da instalação da CPI pelo
sucessor do Secretário Índio, um ano depois, possibilitou uma economia de cerca de R$ 11 milhões na compra da mesma merenda escolar.
Durante o processo licitatório, segundo o relatório da CPI, foram identificadas diversas irregularidades no registro das atas das reuniões de entrega, abertura e verificação de documentos. Chamou a atenção o fato de a empresa Milano ter sido a única a ter acesso aos documentos das empresas concorrentes ainda durante o período em que a Comissão de Licitação analisava a documentação dia 23 de março de 2005, enquanto os pedidos de vista das demais só ocorreram após o dia 31 do mesmo mês, quando já havia sido anunciado o julgamento dos documentos.
Uma das empresas eliminadas – a única que conseguiu na Justiça liminar para que a Secretaria de Administração não destruísse sua proposta de preços – mostrou, quase um ano depois, quando a Justiça obrigou a abertura do envelope, que se não tivesse sido desabilitada, teria vencido a Milano em vários quesitos, com condições mais vantajosas para o Município".
A reportagem procurou entrar em contato com o deputado federal Índio da Costa mas a informação recebida em seu gabinete em Brasília é que estaria na Convenção do Partido, não tendo respondido até o fechamento desta edição as solicitações deixadas.

TSE DÁ RAZÃO A GAROTINHO



Ministro Marcelo Ribeiro suspende decisão do TRE-RJ que tornou inelegível o
ex-governador Anthony Garotinho

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Marcelo Ribeiro concedeu liminar na noite de ontem e suspendeu decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que considerou inelegível o ex-governador do Estado Anthony Garotinho (PR) após condená-lo por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha para eleger sua mulher, Rosinha Garotinho, prefeita de Campos dos Goytacazes (RJ) no pleito de 2008.
A liminar concedida pelo ministro vale até o julgamento final do recurso de Garotinho. A decisão atende ao pedido do ex-governador, que recorreu ao TSE a fim de assegurar seu registro como candidato do governo do Rio.
No despacho concedendo a liminar o Ministro afirmou:
"....para imposição da gravíssima sanção de inelegibilidade, deve-se analisar a potencialidade em relação a cada ato praticado por aqueles que contribuíram para o ilícito... e quando se trata de apenar aquele que, não sendo candidato, praticou o ato que contribuiu para o abuso, apenas os atos efetivamente por ele levados a efeito poderão ser considerados".
O Ministro Ribeiro disse ainda que “não pode o terceiro ser responsabilizado por atos que não praticou"
De acordo com apurado pela reportagem a pena imposta pelo TRE-RJ ao ex-governador Garotinho havia sido por atos que ele não tinha praticado, segundo o que se deduz da decisão do Ministro do TSE.
Garotinho foi indicado ontem, pela Convenção do PR, o candidato que disputará a vaga de governador do Estado do Rio nas próximas eleições e tem usado seu blog na internet para se manifestar sobre o assunto.
Ele vem acusando o atual governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), de influenciar a decisão da Justiça Eleitoral do Rio e praticar uma série de atos ilegais no comando do governo fluminense.
Garotinho e Cabral eram aliados até o fim de 2006, mas brigaram depois da posse do atual governador, que até o momento não se manifestou sobre as críticas que estão sendo feitas pelo candidato do PR.