segunda-feira, 8 de novembro de 2010

RELIGIÃO


NÃO DESISTAS...
        Caboclo Ubirajara – Peito de Aço
 
Por mais longa que seja a caminhada...
Por mais íngreme que seja o caminho...
Por mais pedras e obstáculos que possas encontrar...
Não desistas!
A convicção na certeza de alcançarmos nossos objetivos, nos fará suportarmos todas as intempéries e incertezas que o futuro nos indicar.
Pois, somente assim, ao raiar de um novo dia, conseguiremos ver a brilhante luz do sol, e sentir o calor que só ele produz, a aquecer-nos o coração enrijecido pela noite fria da incerteza e da dúvida.
A confiança no Pai Oxalá fará com que caminhemos resolutos para o futuro, em busca de nossos objetivos, cumprindo nossas tarefas e, a cada irmão de caminhada estendendo a mão, e doando-nos sem olhar a quem, para quem ou por quem.
Somente assim, diante das provas emergentes que nosso passado nos encaminha à restauração, através do abençoado cadinho da purificação moral, e no agasalho material do corpo, poderemos, como a fênix, ressurgir das cinzas do nosso passado tenebroso, reparando todo o mal que fizemos, e plantando, a cada dia seguinte, a cada instante futuro, a semente do amor ao próximo.
Sigamos em frente, amigos, lado a lado, e através da dedicada, valorosa e indispensável ajuda aos nossos irmãos de caminhada, estendamos-lhes as mãos, a fim de que, na ajuda prestada, também possamos nos ajudar ainda mais, resgatando, assim, nossos débitos pretéritos.
Que o abençoado mestre Oxalá, a todos permita, alçando-nos a novas paragens mentais de regeneração, sejamos mais úteis ao próximo que a nós mesmos, e que assim o fazendo, possamos compreender em definitivo, a grandeza da oportunidade que Dele estamos recebendo.
Muita paz.

domingo, 7 de novembro de 2010

Plínio bancou mais da metade dos gastos de sua campanha presidencial


Plinio de Arruda Sampaio quer financiamento público de campanha paa combater corrupção
Socialista defende financiamento público e não aceitou doações de empresas e bancos

O socialista Plínio de Arruda Sampaio, que disputou a Presidência pelo PSOL, defendeu várias vezes durante a disputa eleitoral o financiamento público de campanhas. Para ele, doações de grupos privados a candidatos e partidos políticos é uma das principais origens da corrupção que assola o sistema político e as instituições do país.

Não à toa, sua campanha esteve entre as mais modestas da eleição presidencial. Segundo dados da prestação de contas disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Plínio arrecadou R$ 99.245 mil reais. As despesas tiveram rigorosamente o mesmo valor.

Deste total, mais de 50% dos recursos saíram do próprio bolso de Plínio. Promotor público aposentado, ele injetou em sua própria campanha R$ 30,2 mil. Outros R$ 22 mil que foram declarados se referem ao uso de um automóvel próprio em parte de seus compromissos.

O próprio estatuto do PSOL veta doações feitas por empresas multinacionais, empreiteiras, bancos ou instituições financeiras nacionais ou estrangeiras. Praticamente todos os aportes feitos à campanha de Plínio partiram de pessoas físicas.

A campanha também recebeu doações online, e em setembro organizou um jantar em São Paulo para levantar fundos. O convite para o evento custou R$ 200.

Na previsão que entregou ao TSE ainda antes da campanha, Plínio indicou que gastaria no máximo R$ 900 mil. Chegou a pouco mais de 11% disso. Como foi a opção de 886.816 eleitores no dia 3 de outubro, cada voto dado a ele custou apenas R$ 0,11.

A petista Dilma Rousseff, eleita presidente no domingo (31), estimou gastos em até R$ 176 milhões. O tucano José Serra, derrotado por ela, fixou um teto de R$ 180 milhões. Os dois ainda não prestaram contas à Justiça Eleitoral porque disputaram o segundo turno.

Financiamento público

Durante a campanha, um dos programas eleitorais de televisão de Plínio de maior sucesso tratava justamente do financiamento público. Na peça, dois atores que representavam Dilma e Serra apareciam em um ringue e simulavam uma luta de boxe.

Ao se referir ao falso tucano, um narrador dizia que, em 2006, o PSDB recebeu doações de R$ 10,5 milhões dos banqueiros para sua campanha presidencial. O mesmo era dito sobre a sósia de Dilma e o PT.

Em seguida, os dois rivais eram nocauteados por um rapaz que vestia uma camiseta com o nome do PSOL. “Tem pessoas que o banqueiro ajuda. Para todas as outras, existe o PSOL”, dizia em seguida o narrador.

O próprio Plínio aparecia na parte final da propaganda para argumentar em favor de uma mudança na legislação eleitoral que possa instaurar o sistema de financiamento público.

- Se as candidaturas forem financiadas pelas empresas, elas vão cobrar depois. Vão exigir de volta o que deram, e com juros. Precisamos ter uma legislação que garanta o financiamento público de campanhas, porque isso é o que proíbe, o que impede a corrupção.

Revista americana diz que Dilma Rousseff é a 16ª pessoa mais poderosa do mundo
A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, acena para eleitores na saída de sua casa, em Brasília
Presidente eleita do Brasil aparece à frente de personalidades como Hillary Clinton

A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, foi considerada a 16ª pessoa mais poderosa do mundo pela revista americana Forbes, famosa, entre outras coisas, pelas listas de bilionários e influentes que elabora regularmente.

Dilma aparece à frente de personalidades mundiais, como o presidente da empresa Apple, Steve Jobs (17º), o presidente da França, Nicolas Sarkozy (19º), e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton (20ª).

Em primeiro lugar na lista da Forbes aparece o presidente da China, Hu Jintao. Fecham o pódio o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Abdul Aziz al Saud.

A revista ressalta a trajetória política de Dilma e lembra o fato de que ela será a primeira mulher a ocupar o posto mais alto do país mais influente da América do Sul, dono da maior economia da América Latina.

Outro brasileiro que aparece na lista é o empresário Eike Batista (58º), presidente da empresa EBX, homem mais rico do Brasil (patrimônio de quase R$ 50 bilhões) e - não custa lembrar - ex-marido da modelo Luma de Oliveira.

Curiosamente, Batista - "amante dos superlativos, tanto na vida pessoal quanto na profissional", de acordo com a Forbes - aparece apenas uma posição atrás do líder da rede terrorista Al Qaeda, o saudita Osama bin Laden.

Veja a lista das 20 pessoas mais poderosas do mundo de acordo com a Forbes.

1 - Hu Jintao, presidente da China;

2 - Barack Obama, presidente dos Estados Unidos;

3 - Abdullah bin Abdul Aziz al Saud, rei da Arábia Saudita;

4 - Vladimir Putin, primeiro-ministro da Rússia;

5 - Papa Bento 16, líder da Igreja Católica;

6 - Angela Merkel, chanceler da Alemanha;

7 - David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido;

8 - Ben Bernanke, presidente do Banco Central dos EUA;

9 - Sonia Gandhi, presidente do Congresso da Índia;

10 - Bill Gates, fundador da Microsoft;

11 - Zhou Xiaochuan, presidente do Banco Popular da China;

12 - Dimitri Medvedev, presidente da Rússia;

13 - Rupert Murdoch, presidente da News Corp;

14 - Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália;

15 - Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu;

16 - Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil;

17 - Steve Jobs, presidente da Apple;

18 - Manmohan Singh, primeiro-ministro da Índia;

19 - Nicolas Sarkozy, presidente da França;

20 - Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA.
MEC quer processar repórter que burlou segurança do Enem
Jornalista usou celular para passar tema da redação para sua publicação
Alunos fizeram prova neste dfomingo em todo o Brasil
O MEC (Ministério da Educação) estuda processar o repórter que burlou a segurança do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e enviou mensagens de celular de dentro do local de prova enquanto o exame era realizado.

Funcionário do Jornal do Commercio de Pernambuco, o repórter enviou torpedos informando ao jornal que o tema da redação era "trabalho", numa tentativa de mostrar a falha na segurança do Enem. Segundo reportagem no site do periódico, o jornalista teria entrado na sala de aula com um celular ligado no bolso, se encaminhado ao banheiro e enviado a mensagem.
A assessoria de imprensa do ministério nega que tenha havido falha na segurança e não confirma o tema da redação. Segundo o assessor ouvido pelo R7, "falha seria se ele [o repórter] tivesse recebido o gabarito da prova, e não enviado uma mensagem com o tema da redação".
O repórter afirma, no texto publicado pelo Jornal do Commercio, às 13h26, que não foi advertido por usar lápis durante o Enem, mas que o fiscal o orientou a guardar o relógio de pulso, que também é proibido durante a prova.
A prova teve início às 13h, e o tema só poderia se tornar público às 15h, quando os primeiros alunos poderiam ser liberados dos locais de prova.

sábado, 6 de novembro de 2010

Anedota tropical

No anedotário mundial figuramos como um caso tragicômico que, além de risadas, provoca curiosidades.
Não é à toa que nossos policy makers, economistas e empresários estão entre os mais criativos do mundo, haja vista os desafios constantes impostos pelo ambiente volátil e encalacrado em que vivem.
A piada começa por uma aberração, qual a anedota búlgara mesmo. Estamos, ou estaremos, logo ali na frente, entre as dez economias mais importantes do mundo. Mas, isto se dará pela contabilização de apenas uma variável, o PIB. É claro que o PIB diz muito, pois sua prerrogativa é tratar do volume.
Numa analogia grosseira, que homenageia o Nordeste brasileiro, comparo o PIB a uma plantação de cocos a fim de ilustrar o raciocínio estatístico: Posso ter no meu quintal trezentos coqueiros que me permitem colher milhares de cocos no ano.
Olhando em volta, sou o principal produtor de coco da redondeza. Só que os cocos do meu quintal são ocos, sem água e sem recheio. Meus cocos servem ao artesanato e à construção civil arcaica e rudimentar, porém não alimentam.
Algo parecido acontece quando, no lugar de ficarmos impressionados com a magnitude do PIB – a quantidade de cocos produzidos - partimos para uma abordagem qualitativa das variáveis, ou seja, a qualidade dos cocos e seu valor nutricional.
Estas informações que elucidam a qualidade de uma nação não estão contempladas na verificação do PIB, mas em relatórios que visam apurar seu desenvolvimento socioeconômico e suas condições estruturais.
Informações desta natureza são encontradas no PNUD, no Doing Business do Banco Mundial, nas Olimpíadas internacionais de matemática e ciências, na renda nacional, na educação – ou falta dela; na “in”segurança pública, na pauta de exportação e importação, na ausência de instituições de referência internacional, nos índices de corrupção, no acesso a informação, no apagão digital, na falta de saneamento básico para quase a metade das habitações em nosso país, entre outras vergonhas que traduzem os lares brasileiros da porta para dentro.
Ao enveredarmos por esta análise, reforçamos a constatação já corriqueira de que o Brasil vai bem, enquanto o povo vai muito mal.
Um PIB nas alturas diz bastante coisa, mas não é a solução. Assim como uma economia em crescimento e um presidente popular não podem ser legitimados a custas de instituições, leis e princípios democráticos.
É preciso separar as coisas. Não se pode deixar confundir com o malabarismo de números estonteantes. Não citei o Nordeste ao acaso. Estive lá em julho.
No Ceará o circuito das praias é pujante. Ao retornarmos relatamos aos amigos a beleza incomparável ao mesmo tempo em que nos lembramos do povo que trabalha, mas não tem emprego, da pobreza e falta de educação que reinam numa rua paralela a avenida beira mar, da desinformação e despreparo dos agentes de turismo.
No Maranhão não foi diferente. Só falta instituir o toque de recolher no centro histórico a partir das 18:00 horas. Os prédios estão abandonados, o patrimônio público está jogado às traças. No interior do estado estive com um amigo dentista que trabalha no Programa Saúde da Família.
Lá as meninas engravidam anualmente em busca dos R$ 90,00 do Bolsa Família. Enquanto isto, três flanelinhas cuidam de cada vaga de carro num estacionamento no centro da capital.
O Brasil, por estas e outras, lembra o “novo rico”. Aquele que ganhou dinheiro e se enriqueceu, mas não sabe educar o filho, nunca leu um livro sequer, vive a esbanjar e ostentar o que tem, sem ao menos ser alguém.
Anda por aí comendo de boca aberta e falando de boca cheia. Vive a tilintar desenfreadamente e inconseqüentemente um ruído que se propaga na pretensão de produzir um som inteligível. Suas odes cultuam heróis de barro.
Seu deus é Baal. Com sua moeda pensa poder comprar tudo e a todos. Aqui, a vida não tem valor, a compaixão não existe, o tráfico de influência está institucionalizado e o respeito e a gentileza estão fora de moda.
Mas, se você, por acaso, num gesto sem querer, pisar numa libélula em extinção durante uma despretensiosa caminhada, corre o risco de mofar na cadeia por culpa de um crime inafiançável.
Viva Odorico!!!