quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Aliviados, candidatos encerram Enem sem novos problemas

Segundo estudantes que refizeram exame nesta quarta-feira, prova foi bem elaborada e não parecia nada improvisada


A polêmica nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acabou. Os candidatos que foram prejudicados por erros de impressão no exame realizado em novembro e foram chamados a refazer o a prova saíram das salas de aula nesta tarde aliviados, por terem terminado essa etapa. Segundo relatos dos estudantes, a prova de Ciências Humanas e Ciências da Natureza não teve problemas, foi bem elaborada e não parecia improvisada. Para esta reaplicação, 9,5 mil candidatos foram convocados, mas muitas salas ficaram vazias nesta quarta-feira.
O local com maior número de convocações foi Curitiba, capital do Paraná, onde cerca de 2 mil provas tinham erros de impressão que repetiam questões. Leysean Margas, de 26 anos, era uma das 1.200 inscritas para fazer a prova na Unibrasil, no bairro Tarumã. Ela chou a prova um pouco mais difícil, mas disse que estava bem organizada e “não parecia feita as pressas”.
Luana Castro, de 17 anos, comentou que a sala onde prestou exame estava bastante vazia e disse que o teste “não parecia improvisado”. “Dessa vez não havia erro e as questões pareciam bem elaboradas”, comentou. Candidata a uma vaga em Engenharia Florestal ela ficou feliz por encontrar questões de meio ambiente.
O empresário e músico Lucas Zanatta, 26 anos, que faz o Enem para cursar Tecnologia em Construção de Instrumentos Musicais também achou a prova um pouco mais difícil que a primeira. “Os temas foram mais direcionados para agricultura e campo e os textos estavam longos”, disse. Já Lucas Zenir, 17 anos, disse que o teste "substituiu bem" o primeiro.
Apesar de não ter encontrado erro no novo exame, a candidata Mayara Costa Rosa, 17 anos, ainda se sente prejudicada. Ela vai tentar uma bolsa do Prouni e acredita que não há garantias de que fez uma prova com o mesmo grau de dificuldade da primeira, quando recebeu um cartão de perguntas com erro. "As provas nunca serão idênticas, é muito difícil ser igual", lamenta.
O Ministério da Educação aplica um sistema chamado de Teoria da Resposta ao Item (TRI) que, teoricamente, garante que questões diferentes avaliem as mesmas capacidades dos alunos.
Depois da confusão da troca de cabeçalho na prova original - que invertia os temas na folha de resposta em relação ao caderno de perguntas -, dessa vez não havia qualquer título no gabarito. A folha continha apenas o local para marcar as alternativas corretas para as 90 questões.

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